quinta-feira, 5 de abril de 2012

Café pode diminuir o risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 e não está ligado a maior risco para doenças crônicas

Alguns estudos já sugeriram que o consumo de café pode aumentar o risco de doenças crônicas. Estudo prospectivo, publicado pelo The American Journal of Clinical Nutrition, examinou a associação entre o consumo de café e o risco para algumas doenças, incluindo diabetes tipo 21 (DM2), infarto do miocárdio2 (IAM), acidente vascular cerebral3 e câncer4.
Dados de 42.659 participantes do estudo alemão European Prospective Investigation into Cancer4 and Nutrition (EPIC) foram utilizados para avaliar a relação entre o consumo de café e a tendência para desenvolver doenças crônicas. O consumo de café foi avaliado por questionário autoadministrado de frequência alimentar no início do estudo e os dados sobre a ocorrência de doenças crônicas clinicamente verificadas foram coletados por meio de processos ativos e passivos de seguimento.
Durante 8,9 anos de seguimento em média, observou-se 1.432 casos de diabetes tipo 21, 394 de infarto do miocárdio2, 310 de acidente vascular cerebral3 e 1.801 casos de câncer4, como primeiros eventos de qualificação. O consumo de café com cafeína ou descafeinado (≥ quatro xícaras ao dia em comparação com menos de uma xícara ao dia, uma xícara foi definida como 150 ml de café) não foi relacionado ao maior risco para doenças crônicas. O menor risco de diabetes tipo 21 foi associado ao consumo de café com cafeína ou descafeinado, mas as doenças cardiovasculares5 ou o risco de câncer4 não o foram.
Os resultados sugerem que o consumo de café não aumenta o risco de doença crônica, mas pode estar ligado a um menor risco de diabetes tipo 21.
Fonte: The American Journal of CLinical Nutrition, volume 95 de abril de 2012

quinta-feira, 29 de março de 2012

Cirurgia bariátrica pode ser melhor do que o tratamento convencional do diabetes mellitus para algumas pessoas com a doença.


Dois estudos, publicados pelo New England Journal of Medicine, mostraram que a cirurgia bariátrica pode ser melhor do que o tratamento convencional do diabetes mellitus1 para alguns diabéticos obesos que não conseguem controlar a sua glicemia2. A cirurgia também ajudou a reduzir a pressão arterial e o colesterol3.
Os novos estudos são os primeiros a comparar rigorosamente o tratamento medicamentoso do diabetes4 às cirurgias de redução do estômago5 e desvio de intestino para controlar a doença. Os médicos já sabem que a cirurgia bariátrica pode, em algumas situações, melhorar o controle glicêmico de diabéticos tipo 2, mas faltavam dados concretos. A questão agora é se a cirurgia bariátrica, com seus riscos e complicações, deve ser mais largamente utilizada nesses casos. Alguns especialistas alegam que novos tratamentos para a doença são necessários e que outros estudos maiores do que os dois publicados devem ser realizados.
As cirurgias usadas nos estudos ajudam a controlar o diabetes4 não somente por permitir o emagrecimento, mas também por mudar a anatomia e alterar níveis de hormônios intestinais que afetam o metabolismo6 de açúcar7 e gorduras.
Um dos estudos, conduzido na Universidade Católica de Roma, comparou dois tipos de cirurgia com o tratamento usual para o diabetes4. Ele envolveu 60 pacientes com idades entre 30 e 60 anos, com IMC maior ou igual a 35 kg/m², com história de pelo menos 5 anos de diabetes mellitus1 e com níveis de hemoglobina glicosilada8 maior ou igual a 7%. Eles foram escolhidos aleatoriamente para receber tratamento médico ou uma das duas operações. A primeira operação, bypass gástrico, reduz o estômago5 e reorganiza o trato digestivo de modo que o alimento entra no intestino delgado9 um pouco mais tarde que o habitual. A segunda, derivação biliopancreática, também reduz o estômago5 e altera o intestino delgado9 de uma forma mais extrema, além disso, a vesícula biliar10 é retirada. Depois de dois anos dos procedimentos, a equipe cirúrgica observou uma taxa de remissão de 75% (com o bypass gástrico) e de 95% (com cirurgia biliopancreática). Não houve remissão no grupo que recebeu o tratamento medicamentoso padrão.
O segundo estudo, realizado na Cleveland Clinic, comparou dois tipos de cirurgia com um regime medicamentoso intensivo de tratamento para o diabetes mellitus1. A pesquisa incluiu 150 pacientes obesos (IMC entre 27 e 43 kg/m²), diabéticos com níveis glicêmicos não controlados e com média de hemoglobina glicosilada8 de 9,2%. As idades variaram entre 20 e 60 anos. Os pacientes receberam tratamento médico intensivo, bypass gástrico ou gastrectomia vertical (corta parte do estômago5, reduzindo o seu tamanho e diminuindo a ingestão de alimentos. É uma operação um pouco mais simples e mais segura do que o bypass gástrico e está se popularizando). As taxas de remissão da doença, após um ano do procedimento, foram mais baixas do que as do estudo italiano - 42% (com o bypass gástrico) e 37% (com a gastrectomia vertical) - pelo menos em parte, porque o grupo americano usou uma definição mais estrita da remissão. O tratamento medicamentoso intensivo levou à remissão em 12% dos pacientes.
O Dr. Philip Schauer, que liderou o estudo americano e realizou as cirurgias, disse que as taxas de remissão foram menores do que o esperado. Uma possível razão é que os pacientes tinham diabetes4 muito avançado.
Nenhum dos estudos envolveu a cirurgia conhecida como Banda Gástrica Ajustável, a qual usa um balão inflável de silicone que é colocado na parte superior do estômago5. Este procedimento é completamente reversível, pois não corta nem retira nenhuma parte do estômago5, permitindo a digestão11 e o aproveitamento dos nutrientes.
As publicações envolveram estudos relativamente pequenos, que não ultrapassaram dois anos de seguimento. Os autores dizem que não está claro se a cirurgia pode ajudar os pacientes diabéticos que não são obesos ou não tão pesados quanto os que participaram dos estudos. As cirurgias foram realizadas por cirurgiões altamente qualificados e os resultados com outros cirurgiões podem não ser tão bons. Não houve mortes nos dois estudos, mas houve complicações como infecções, deficiências nutricionais, perda óssea e problemas cirúrgicos que necessitaram de cirurgias repetidas para solucioná-los.
Fonte: NEJM, de 26 de março de 2012

NEWS.MED.BR, 2012. NEJM: cirurgia bariátrica pode ser melhor do que o tratamento convencional do diabetes mellitus para algumas pessoas com a doença. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/291955/nejm-cirurgia-bariatrica-pode-ser-melhor-do-que-o-tratamento-convencional-do-diabetes-mellitus-para-algumas-pessoas-com-a-doenca.htm>. Acesso em: 29 mar. 2012.

domingo, 25 de março de 2012

Acne: como melhorar o aspecto da sua pele?




O que é acne1?
A acne1 é uma doença inflamatória de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença de hormônios sexuais, por isso ela é mais freqüente na adolescência em ambos os sexos. Ela pode surgir na idade adulta, principalmente em mulheres, ou persistir até esta fase.

Por que a acne1 ocorre?
As manifestações clínicas (cravos e espinhas) aparecem devido a um aumento da secreção sebácea associada a uma obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem a lesões abertas (comedões abertos ou cravos pretos) ou a lesões fechadas (comedões fechados ou cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam inflamação2 e infecção3 no local, sendo a bactéria4 Propionibacterium acnes o agente mais envolvido no seu desenvolvimento.

Onde as lesões aparecem?
Os locais mais comuns são a face e o tronco, principalmente no dorso (nas costas), locais ricos em glândulas5 sebáceas.

O que fazer para amenizar o problema?
  • Procure um dermatologista. Este especialista é o médico mais indicado para orientá-lo sobre o que fazer.
  • Não esprema, pressione ou manipule as lesões, pois isso espalha bactérias e aumenta a chance de aparecerem cicatrizes da acne1.
  • Um produto a base de peróxido de benzoíla usado uma ou duas vezes ao dia ajuda a remover as células mortas da pele, as bactérias e a secreção sebácea que obstruem os poros. O dermatologista vai prescrever inicialmente uma concentração mais baixa e ir aumentando gradativamente de acordo com a sua necessidade. Ele também pode optar por outros medicamentos para o seu tipo de pele.
  • Limpeza em excesso pode secar ou irritar a pele sensível do seu rosto. Lave o seu rosto delicadamente, uma ou duas vezes ao dia, com um sabonete suave adequado para o seu tipo de pele, esfregando levemente com a ponta dos dedos. Não use esponjas ásperas, escovas ou grânulos de limpeza.
  • Evite produtos oleosos como cremes ou hidratantes faciais a base de óleo.
  • Use maquiagem não comedogênica, quando for necessário, mas procure manter o rosto livre de produtos químicos.
  • Procure não tocar constantemente o seu rosto.
  • Escolha um protetor solar livre de óleo e use-o diariamente pela manhã, renovando a aplicação na metade do dia. Isso protege a pele contra os efeitos nocivos dos raios solares. O filtro deve ter fator de proteção solar igual ou acima de 15.
  • Ainda não existe comprovação científica de que determinados alimentos causam acne1. A menos que você note uma correlação entre um alimento em particular e as erupções da sua pele, não restrinja a sua alimentação. Mas sempre é bom escolher alimentos como frutas, verduras e legumes devido aos demais benefícios que trazem à saúde.
Existem tipos mais graves de acne1 que precisam de um acompanhamento a longo prazo com um médico dermatologista, como por exemplo a acne1 rosácea. Peça a orientação de um profissional da saúde para cuidar bem da sua pele.

Fonte:ABC.MED.BR, 2010. Acne: como melhorar o aspecto da sua pele?. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/pele-saudavel/60767/acne+como+melhorar+o+aspecto+da+sua+pele.htm>. Acesso em: 25 mar. 2012.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Os casos de diabetes tipo 1 estão aumentando globalmente. Será que a obesidade também explica este crescimento?

Os casos de diabetes tipo 1 estão aumentando globalmente. Será que a obesidade também explica este crescimento?
Como aparece o diabetes tipo 11?
O tipo 1, que era conhecido como diabetes juvenil2, é uma doença auto-imune3 na qual o organismo ataca suas próprias células (as células beta do pâncreas4), destruindo a sua capacidade de produzir insulina5.
Como está sendo observado o crescimento da doença no mundo?
O primeiro sinal6 de que o diabetes tipo 11 está aumentando foi observado em 2006 pelo projeto da Organização Mundial de Saúde conhecido como DIAMOND. Este projeto revisou dados de 112 pesquisas sobre diabetes7 em 57 países e mostrou que o diabetes tipo 11 aumentou, em média, 5,3% ao ano na América do Norte, 4% na Ásia e 3,2% na Europa.
Um segundo trabalho, o EURODIAB, comparou a incidência8 de diabetes7 em 17 países e observou não só que o diabetes tipo 11 estava aumentando (cerca de 3,9% ao ano, em média) mas também que este crescimento era mais acentuado em crianças abaixo dos cinco anos de idade.
O que pode explicar o crescimento do diabetes tipo 11?
Mudanças genéticas em um curto período de tempo não explicam este aumento. Os fatores ambientais provavelmente poderão explicar este crescimento, de acordo com Giuseppina Imperatore, coordenadora de uma equipe de epidemiologistas na Division of Diabetes7 Translation do Centers for Disease Control and Prevention.
Os pesquisadores procuram por influências que ocorram globalmente e consideram a possibilidade de certos fatores terem mais importância em algumas regiões do que em outras.
A lista de possibilidades é grande:
Cientistas sugeriram que o glúten, proteína presente no trigo, possa desempenhar um papel neste crescimento, já que os pacientes parecem estar em maior risco para desenvolver a doença celíaca. Além disso, o consumo de glúten proveniente de alimentos altamente processados tem crescido ao longo das décadas.
Os pesquisadores também avaliam quando os bebês9 começam a ser alimentados por raízes, pois os tubérculos armazenados podem ser contaminados por fungos microscópicos que parecem promover o desenvolvimento de diabetes7 em ratos.
Atualmente, o alvo de estudos são as infecções causadas por bactérias, vírus10 ou parasitas. A "hipótese higiênica" propõe que a exposição precoce a infecções ou organismos do solo ensina o sistema imunológico em desenvolvimento a se manter em equilíbrio e o impede de reagir de forma descontrolada num momento posterior da vida, quando encontra alérgenos. Desta forma, viver em condições higiênicas, privando crianças de exposições precoces, pode alimentar uma epidemia de alergias futuras.
A versão da "hipótese higiênica" para o diabetes tipo 11 propõe que quando o sistema imunológico aprende a não reagir exageradamente a alérgenos, também aprende a tolerar compostos estranhos a partir do próprio corpo e, portanto, impede o ataque auto-imune que destrói a capacidade de produzir insulina5, ou seja, impede o ataque às células beta do pâncreas4.
Algumas evidências circunstanciais suportam esta hipótese. Crianças com mais irmãos podem trazer infecções para casa, provindas de creche ou escola; estas crianças são menos propensas a serem hospitalizados por diabetes tipo 11. A doença também é menos comum em crianças que frequentam creches e, de acordo com pesquisas, mais comum em camundongos criados em ambientes estéreis.
Christopher Cardwell, professor de estatística médica da Universidade de Queen, em Belfast, realizou uma meta-análise de associações entre o diabetes tipo 11 e ordem de nascimento, idade materna no parto e nascimento por cesariana, os quais afetam os organismos a que as crianças são expostas. "Todos estes fatores pareciam estar associados", diz ele, "mas todos eles foram associações bastante fracas. Nenhuma delas foi de uma magnitude que poderia explicar a incidência8 crescente ao longo do tempo.
O que dizem as pesquisas mais recentes?
Recentemente, as pesquisas para explicar o aumento do diabetes tipo 11 tomaram um rumo inesperado. Alguns pesquisadores estão reconsiderando o papel de antigos adversários: o sobrepeso11 e a obesidade12.
Essa suspeita pode parecer contraditória, dado que estar acima do peso colabora para a produção de grandes quantidades de insulina5 (como no tipo 2), e não pouca insulina5. Mas alguns pesquisadores afirmam que o estresse de produzir tanta insulina5 pode esgotar as células beta do pâncreas4 e colaborar para que uma criança cujas células beta já estão sob estresse desenvolva o diabetes tipo 11. Essa ideia, chamada de "hipótese aceleradora ou de sobrecarga", propõe que "se uma criança é gordinha, a adiposidade extra irá desafiar as células beta do pâncreas4", diz Rebecca Lipton, professora emérita da Universidade de Chicago. "Em uma criança que já iniciou o processo auto-imune, as células beta vão apenas falhar mais rapidamente, porque elas estão sendo forçadas a colocar para fora mais insulina5 do que uma criança magra coloca", afirma.
Qual é o objetivo de conhecer melhor o crescimento desta doença?
Os cientistas querem fazer mais do que apenas explicar o aumento do diabetes tipo 11, eles querem evitar este crescimento. Infelizmente, se o excesso de peso é um dos principais contribuintes para o problema, essa tarefa não será fácil. Ninguém, até agora, tem sido capaz de diminuir a epidemia de obesidade12 global. Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins estimam que em 2048, todos os adultos americanos terão excesso de peso. Pelo menos se as tendências atuais se mantiverem.
Por isso é tão importante criar crianças (para não mencionar os adultos) fisicamente ativas, que se alimentem de maneira saudável e mantenham o peso corporal dentro de parâmetros considerados normais para a idade.

Fonte: ABC.MED.BR, 2012. Os casos de diabetes tipo 1 estão aumentando globalmente. Será que a obesidade também explica este crescimento?. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/258630/os+casos+de+diabetes+tipo+1+estao+a.htm>. Acesso em: 7 fev. 2012.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sabe quem pode estar escondido na sua escova de dentes?


Estudos têm demonstrado que escovas de dentes se tornam menos eficientes na remoção da placa de seus dentes e gengivas após três meses de uso regular. Além disso, é muito importante trocar de escova regularmente devido ao aumento da proliferação de bactérias após determinado período. É por isso que os dentistas recomendam substituir sua escova de dentes pelo menos a cada três meses.

Como posso cuidar da minha escova dental e evitar bactérias?

  • • Certifique-se de deixar a sua escova secar entre usos.
  • • Depois de usar sua escova, agite vigorosamente sob água corrente e guarde-a em uma posição vertical para que ela possa secar.
  • • Evite que sua escova se encoste em outras quando guardada, para evitar que as bactérias se propaguem de uma escova para outra.
  • • Evite guardar sua escova em lugares fechados e abafados, pois a umidade pode aumentar a proliferação de bactérias.
  • • Trocar sua escova dental após qualquer tipo de virose para evitar a nova infecção.

Com que freqüência devo trocar minha escova?

A maioria dos dentistas recomenda a troca de sua escova a cada três meses.
Estudos mostram que após três meses de uso normal, as escovas são muito menos eficientes na remoção da placa dos dentes e gengiva em comparação com escovas novas. As cerdas se deformam e perdem a eficiência para limpar todos os cantos ao redor dos dentes.
É muito importante trocar de escova regularmente devido ao aumento da proliferação de bactérias após determinado período. Além disso é muito importante que seja realizada a troca depois de uma gripe ou resfriado para diminuir o risco de nova infecção por meio dos germes que aderem às cerdas.

Gostaria de saber quando a sua escova de dentes deve ser trocada?

Cadastre suas informações para receber os nossos lembretes de troca de escova, por e-mail, a cada três meses. Acione o link abaixo:
http://www.colgateapp.com/prof/br/banners/crosslink/redirect.asp?prod=News&target=PROMO

Fonte: http://www.colgate.com.br/app/Colgate/BR/OC/Products/Toothbrushes/Lembrete-Escovas/Dicas-sobre-Escova-Dental.cvsp

sábado, 21 de janeiro de 2012

O que afeta o comportamento da sua glicemia?


O que afeta o comportamento da sua glicemia?Pessoas com diabetes mellitus1 devem monitorizar os seus níveis de glicose2 (açúcar3) no sangue4. O uso de insulina5 e de algumas medicações podem modificar o comportamento da glicose2 no sangue4, mas pouco ainda se sabe sobre os outros fatores que alteram a glicemia6.
A American Diabetes7 Association relatou alguns fatores que podem afetar o comportamento da glicemia6 de pacientes diabéticos. São eles:
  • As comidas ingeridas pelos diabéticos.
  • O quanto as pessoas se exercitam ou não se exercitam.
  • Em qual local do corpo a insulina5 é injetada.
  • O momento do dia em que a insulina5 é injetada.
  • Estar doente ou não.
  • Estar vivendo sob estresse.
ABC.MED.BR, 2012. O que afeta o comportamento da sua glicemia?. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/diabetes-mellitus/255190/o+que+afeta+o+comportamento+da+sua.htm>. Acesso em: 21 jan. 2012.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Exercício físico durante a gravidez não previne diabetes gestacional


O estudo publicado pelo periódico Obstetrics & Gynecology teve o objetivo de avaliar se o exercício durante a gravidez1 pode prevenir o diabetes gestacional2 e melhorar a resistência à insulina3.
Um total de 855 mulheres entre a 18a. e 22a. semanas de gestação foram aleatoriamente designadas a fazer 12 semanas de exercício padrão (grupo de intervenção) ou cuidados pré-natais padrão (grupo controle). O programa de exercícios seguiu as recomendações de intensidade moderada, sendo realizado por três ou mais dias da semana. Os desfechos primários avaliados foram o diabetes gestacional2 e a resistência à insulina3.
Como resultado, foi verificado que entre a 32a. e 36a. semanas de gestação não houve diferenças entre os grupos na prevalência4 de diabetes gestacional2: 25 de 375 (7%) no grupo de intervenção em comparação com 18 de 327 (6%) no grupo controle. Também não houve diferenças na resistência à insulina3 entre os grupos.
Não houve evidência de que a realização de 12 semanas de exercício padrão durante a segunda metade da gravidez1 previna o diabetes gestacional2 ou melhore a resistência à insulina3 em mulheres grávidas saudáveis, com índice de massa corporal5 normal.


Fonte: Obstetrics & Gynecology - Volume 1, de janeiro de 2012
NEWS.MED.BR, 2011. Exercício físico durante a gravidez não previne diabetes gestacional, em trabalho publicado pelo periódico Obstetrics & Gynecology. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/253060/exercicio+fisico+durante+a+gravidez.htm>. Acesso em: 8 jan. 2012.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Diabetes Care: menos de meio litro de água ao dia pode aumentar a glicemia



Pessoas que bebem menos de 500 ml de água por dia podem ser mais propensas a desenvolver níveis glicêmicos mais altos, de acordo com estudo publicado pelo periódico Diabetes1 Care. O estudo demonstra uma correlação entre a ingestão de água e os níveis de glicose2 no sangue3, mas não prova a relação de causa e efeito entre eles. Suspeita-se de que o hormônio4 vasopressina possa estar envolvido.
Pesquisadores franceses descobriram que pessoas que tomam menos de 500 ml de água ao dia podem ter seus níveis glicêmicos aumentados. Estes achados foram publicados pelo periódico Diabetes1 Care.
A ingestão de água altera os níveis de vasopressina, um hormônio4 antidiurético, no sangue3. Pesquisadores franceses realizaram um estudo com 3.615 homens e mulheres de meia idade, com glicemia de jejum5 basal normal. O estudo teve nove anos de seguimento.
Durante o acompanhamento, houve 565 novos casos de hiperglicemia6 e 202 casos novos de diabetes mellitus7. A ingestão de água foi inversamente e independentemente associada ao risco de desenvolver hiperglicemia6.
Fonte: Diabetes1 Care, de 12 de outubro de 2011
NEWS.MED.BR, 2011. Diabetes Care: menos de meio litro de água ao dia pode aumentar a glicemia. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/247490/diabetes+care+menos+de+meio+litro+d.htm>. Acesso em: 24 nov. 2011.


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Gravidez: hipertensão arterial subjacente é pior que o uso de anti-hipertensivos no primeiro trimestre da gestação para riscos de malformações congênitas, segundo artigo do BMJ

Gravidez: hipertensão arterial subjacente é pior que o uso de anti-hipertensivos no primeiro trimestre da gestação para riscos de malformações congênitas, segundo artigo do BMJ
 
Mulheres grávidas e seus filhos nascidos vivos (465.754 pares de mães-bebês1), da organização de cuidados com a saúde Kaiser Permanente, no norte da Califórnia, no período de 1995 a 2008, participaram do estudo de coorte2 retrospectivo que avaliou o uso de inibidores da enzima3 conversora da angiotensina (IECA) durante o primeiro trimestre da gravidez4 e o risco de malformações nos bebês1.
A prevalência5 de uso de inibidores da ECA no primeiro trimestre da gravdez foi de 0,9/1000, e o uso de outros medicamentos anti-hipertensivos foi de 2,4/1000. Após ajustes para idade materna, etnia, paridade e obesidade6, o uso de inibidores da ECA durante o primeiro trimestre da gestação parece estar associado com risco aumentado de defeitos cardíacos congênitos nos recém-nascidos em comparação com os controles normais (aqueles sem hipertensão7 ou uso de qualquer anti-hipertensivo durante a gravidez4). Uma associação semelhante foi observada para o uso de outros anti-hipertensivos e casos de defeitos cardíacos congênitos. No entanto, em comparação com controles com hipertensão7 (aqueles com diagnóstico8 de hipertensão arterial9, mas sem o uso de anti-hipertensivos), sem utilizar inibidores da ECA ou de outros anti-hipertensivos, no primeiro trimestre, foi encontrado aumento do risco de defeitos congênitos10 do coração11 nos recém-nascidos.
Concluiu-se que o uso materno de inibidores da ECA no primeiro trimestre da gestação tem um perfil de risco semelhante ao uso de outros anti-hipertensivos sobre as malformações nos recém-nascidos vivos. O risco aparente de malformações associadas ao uso de inibidores da ECA (e outros anti-hipertensivos) no primeiro trimestre da gestação é maior devido à hipertensão7 subjacente, ao invés de ser maior com o uso de medicamentos neste período da gravidez4.
Fonte: British medical Journal - BMJ
 
NEWS.MED.BR, 2011. Gravidez: hipertensão arterial subjacente é pior que o uso de anti-hipertensivos no primeiro trimestre da gestação para riscos de malformações congênitas, segundo artigo do BMJ. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/244710/gravidez+hipertensao+arterial+subja.htm>. Acesso em: 27 out. 2011.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Animação 3D - Formação de cárie



Este vídeo mostra como se formam as cáries. Após alimentar-se, se os restos de alimento não forem removidos da superfície dos dentes e língua, as bactérias comem estes restos e sua digestão os transformam em ácidos. Estes ácidos atacam os dentes e formam as cavidades. O tratamento indicado é a remoção das estruturas danificadas e a restauração da forma e função dental. Visite a sua dentista e saiba mais sobre saúde bucal.     

sábado, 17 de setembro de 2011

Remédio Victoza não deve ser usado para emagrecimento estético.

Victoza (liraglutida): Anvisa esclarece sobre as indicações do medicamento

Victoza (liraglutida): Anvisa esclarece sobre as indicações do medicamento
A Diretoria Colegiada da Anvisa faz esclarecimentos para veículos de imprensa e para instituições ligadas à saúde (como o Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde (Conass), Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems) e Conselho Federal de Farmácia) sobre as indicações do medicamento Victoza (liraglutida), e afirma que a medicação é indicada para o tratamento de diabetes tipo 21 e não deve ser usada para emagrecimento.
Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece que o Victoza é um produto “biológico”. Ou seja, trata-se de uma molécula de alta complexidade, de uso injetável, contendo a substância liraglutida. O medicamento, fabricado pelo laboratório Novo Nordisk, foi aprovado pela Anvisa para comercialização no Brasil em março de 2010, com a finalidade de uso específico no tratamento de diabetes tipo 21. Portanto, seu uso não é indicado para emagrecimento.
A indicação de uso do medicamento aprovada pela Anvisa é como “adjuvante da dieta e atividade física para atingir o controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus2 tipo 2, para administração uma vez ao dia como monoterapia ou como tratamento combinado com um ou mais antidiabéticos orais3 (metformina4, sulfoniluréias5 ou uma tiazollidinediona), quando o tratamento anterior não proporciona um controle glicêmico adequado”.
A agência ainda esclarece que trata-se de um medicamento “biológico novo” e, embora pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos, que nesses casos devem ser informados ao médico.
Em estudos clínicos e nos relatórios apresentados à Anvisa foram relatados eventos adversos associados ao Victoza (liraglutida), sendo os mais frequentes: hipoglicemia6, dores de cabeça, náusea7 e diarreia. Além destes eventos destacam-se outros riscos, tais como: pancreatite8, desidratação9 e alteração da função renal10 e distúrbios da tireoide11, como nódulos e casos de urticária12.
Outra questão de risco associada aos produtos biológicos são as reações de imunogenicidade, que podem variar desde alergia13 e anafilaxia14 até efeitos inesperados mais graves. No caso da liraglutida, a mesma apresentou um perfil de imunogenicidade aceitável para a indicação como antidiabético.
Para o caso de inclusão de novas indicações terapêuticas deve-se apresentar estudo clínico Fase III comprovando a eficácia e segurança desta nova indicação.
Fonte: Anvisa
Leia a reportagem completa em:
Anvisa reforça esclarecimentos sobre medicamento Victoza
NEWS.MED.BR, 2011. Victoza (liraglutida): Anvisa esclarece sobre as indicações do medicamento. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/pharma-news/234360/victoza+liraglutida+anvisa+esclarec.htm>. Acesso em: 17 set. 2011.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Pandemia de diabetes: um em cada quatro americanos já tem diabetes mellitus


Na 71ª reunião da American Diabetes1 Association (ADA) em San Diego, EUA, em junho de 2011, foi anunciado que um em cada quatro adultos americanos está com diabetes mellitus2.
Em 25 de junho deste ano, o periódico The Lancet publicou um artigo de Goodarz Danaei e colaboradores dizendo que o diabetes mellitus alcançou proporções alarmantes no mundo. Nos 199 países analisados, que incluíram 2,7 milhões de pessoas, o número estimado de diabéticos dobrou nas últimas três décadas – de 153 milhões em 1980 para 347 milhões em 2008. Embora 70% do aumento observado seja atribuído ao crescimento e ao envelhecimento populacionais, o número também reflete uma mudança negativa no estilo de vida com má alimentação e sedentarismo, e obesidade3 como resultado.
A obesidade3 é um importante fator de risco4 para o diabetes mellitus2 tipo 2. Uma vez que a obesidade3 aumenta no mundo todo, o diabetes mellitus2 tende a piorar.
O mais alarmante é que a obesidade3 infantil também está aumentando. Nos EUA, 10% dos bebês5 e das crianças estão com excesso de peso e mais de 20% das crianças com idades entre 2 e 5 anos estão com sobrepeso6 ou obesas. Estes dados são do relatório US Institute of Medicine's Early Childhood Obesity Prevention Policies, que foi publicado em junho de 2011.
O estudo clínico Early ACTivity In Diabetes1 (Early ACTID) mostra que orientações sobre dieta, com ou sem aumento de atividades físicas, pode prevenir um declínio do controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus2 tipo 2. Os benefícios desta intervenção simples, baseada no ajuste do estilo de vida, chama a atenção pela importância na educação dos pacientes. Estudos tentam mostrar se esta mesma orientação feita aos pais de crianças diabéticas ou para crianças com diabetes tipo 27 terão os mesmos efeitos positivos na prevenção da doença.
Benefícios são vistos quando os indivíduos são mais bem informados sobre fatores de risco e sintomas8 precoces da doença, o que enfatiza a prevenção primária, o rastreamento e a intervenção precoce quando necessária.
Em 2030, a expectativa para o número de diabéticos no mundo é de 472 milhões. Cerca de 80% deles estarão em países de baixa e média rendas. Nestas regiões, medicamentos hipoglicemiantes9 e insulina10 são frequentemente inacessíveis ou são muito caros e os sistemas de saúde locais não têm pessoal e capacidade financeira para enfrentar o problema. Esta situação precisa mudar.

Fonte: The Lancet, Volume 378, de 9 de julho de 2011
NEWS.MED.BR, 2011. Pandemia de diabetes: um em cada quatro americanos já tem diabetes mellitus. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/228670/pandemia+de+diabetes+um+em+cada+qua.htm>. Acesso em: 14 set. 2011.

sábado, 23 de julho de 2011

O Sol

   
Sou formada em odontologia desde 1993,  em todos estes anos de profissão procuro conversar com  pessoas que buscam atendimento de urgência. Busco entender o medo que atrapalha a população cuidar de sua saúde. Alguns expressam medo do diagnóstico ( "Será que tenho alguma doença mortal?" ), outros relatam medo do tratamento ( "Terei que fazer cirurgia? ), existem aqueles que tem medo de sentir dor, embora ela já se faça presente. Na verdade o maior dos medos que presencio trata-se do "medo do desconhecido". Este tem seu início nas conversas informais, aquelas em roda de "amigos", conversas  em salas de espera, academia, filas, enfim, relatos de experiências que um dia alguém viveu ou ouviu alguém contar e que foram desagradáveis, mesmo que o final tenha sido feliz.
Gostaria de esclarecer que a dor é uma experiência individual, particular e variável de pessoa para pessoa. Aspectos constitucionais, endócrinos, culturais e hábitos parecem estar relacionados à variação da sensibilidade dolorosa. A prevalência da dor pode variar de acordo com  a maior freqüência da ocorrência natural de lesões em cada indivíduo e com aspectos biológicos que também contribuem para essas diferenças.
A dor é necessária, pois ela nos avisa que alguma coisa errada está ocorrendo em nosso organismo. Portanto, é hora de investigar e eliminar este fator agressivo. Então, por que esperar até que ela se torne insuportável ou irreversível? Será que aquele analgésico para "dor de cabeça” (cefaléias) advinda de uma sinusite serve também para uma dor de cabeça de origem tensional? Será que o diagnóstico de um dente que dói com água é igual aquele que dói quando mastigo alimentos sólidos? Resposta: é claro que não. Somente um profissional que estudou dedicadamente estas lesões pode te orientar. Existe um tratamento adequado para cada tipo de dor e cada doença. Quer saber, quando buscamos tratamento nos primeiros sinais de alteração,  a dor pode ser mais facilmente controlada ou mesmo eliminada.
Então, porque fugir da possibilidade de ser feliz? Porque evitar não sofrer?
Você não precisa disto. Você precisa previnir, tratar e viver.
Visite a dentista, o médico e busque saúde para viver. Vá para o sol e sorria.
Ouça e cante esta bela canção da Banda Jota Quest.
Felicidades
Dra Erika S Mello

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Diabetes: dieta na gravidez pode alterar DNA do bebê e favorecer obesidade futura

A dieta da mãe na gravidez1 pode alterar o DNA do bebê e favorecer a obesidade2 futura, segundo artigo de pesquisadores da universidade de Southampton que será publicado no periódico Diabetes.
A pesquisa mostra que o baixo consumo de carboidratos no início da gravidez1 pode alterar pedaços do DNA de bebês3 e que as crianças com estas alterações ficam mais gordas no futuro.
Acredita-se que os bebês3 em desenvolvimento intrauterino tentam prever o ambiente em que vão nascer através de “pistas“ maternas e ajustam o seu DNA. O que surpreendeu é que este ajuste pode explicar um quarto da diferença de gordura4 entre as crianças mais tarde.
Pesquisas com animais já demonstraram que mudanças na dieta podem alterar as funções dos genes – o que é conhecido como alterações epigenéticas. No presente estudo, os pesquisadores pegaram amostras do cordão umbilical e procuraram por marcadores epigenéticos. Eles mostraram que mães com baixo consumo de carboidratos (açúcares e amido), no início da gravidez1, tinham bebês3 com estes marcadores. Depois encontraram uma forte ligação entre os marcadores e a obesidade2 de crianças em idades entre 6 e 9 anos. Este efeito é consideravelmente maior do que o do peso ao nascimento e não depende do peso corporal da mãe na gestação ou antes dela.
As alterações foram encontradas no gene RXRA, que faz um receptor para a vitamina5 A, a qual está envolvida no processamento de gorduras pelo organismo.
A pesquisa sugere que as mulheres devem ser esclarecidas sobre a importância da alimentação durante a gravidez1, o que nem sempre é uma prioridade nas consultas de pré-natal. Os alimentos consumidos podem ter influência na saúde de seus filhos a longo prazo.

Fonte:  Diabetes6
NEWS.MED.BR, 2011. Diabetes: dieta na gravidez pode alterar DNA do bebê e favorecer obesidade futura. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/178210/diabetes+dieta+na+gravidez+pode+alt.htm>. Acesso em: 16 mai. 2011.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Vamos combater o Câncer Bucal

Durante os dias 25 de Abril a 13 de Maio de 2011 todos as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade de São Paulo estarão realizando exames preventivos de câncer bucal. Faça sua vacinação contra a gripe e seu exame bucal na mesma unidade. Procure a dentista de plantão da UBS. Eu estarei na UBS Vila Ipojuca, à Rua Catão 1266 todos os dias até as 11:00hs.
Te espero lá!
Dra. Erika S Mello

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cigarro nos primeiros meses de gravidez está associado a defeitos cardíacos congênitos em 20 a 70% dos bebês, segundo informações do CDC

Cigarro nos primeiros meses de gravidez está associado a defeitos cardíacos congênitos em 20 a 70% dos bebês, segundo informações do CDC Grávidas que fumam no primeiro trimestre da gestação podem ter bebês1 com defeitos cardíacos congênitos em 20 a 70% dos casos, de acordo com um estudo do Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Os defeitos cardíacos congênitos são o tipo mais comum de alterações congênitas, contribuindo para aproximadamente 30% das mortes infantis por defeitos ao nascimento anualmente.
O estudo encontrou uma associação entre a exposição ao cigarro e certos tipos de defeitos como aqueles que prejudicam o fluxo sanguíneo do lado direito do coração2 para os pulmões3 e defeitos nos septos atriais. O estudo foi publicado no periódico Pediatrics de 28 de fevereiro de 2011.
Segundo o diretor do CDC, Thomas R. Frieden, mulheres que pretendem engravidar ou que já estão grávidas devem parar de fumar, pois isto é a coisa mais importante que uma mulher pode fazer para melhorar a sua saúde e a saúde de seu bebê.
Segundo os resultados deste estudo, parar de fumar antes ou logo no início da gestação, pode evitar mais de 100 casos de obstruções do trato de saída do ventrículo direito e cerca de 700 casos de defeitos do septo atrial por ano nos Estados Unidos.
Parar de fumar também evita parto prematuro e baixo peso do bebê ao nascer.
Fontes: CDC
Pediatrics
NEWS.MED.BR, 2011. Cigarro nos primeiros meses de gravidez está associado a defeitos cardíacos congênitos em 20 a 70% dos bebês, segundo informações do CDC. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/176822/cigarro+nos+primeiros+meses+de+grav.htm>. Acesso em: 7 abr. 2011.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Eventos estressantes da vida, questões de saúde social e baixo peso ao nascer baseado em estudo de coorte de nascimentos na população australiana: desafios e oportunidades durante o pré-natal.

Será que uma gestação tranquila e uma pré-natal bem realizado pelo médico tem sua real importancia? Segundo estudos realizados por pesquizadores austrálianos a qualidade da gestação revela a saúde do bebê. Leia o resumo abaixo ou acesse o link:  http://www.biomedcentral.com/content/pdf/1471-2458-11-196.pdf


"Introdução: O investimento em estratégias para promover "um começo de uma vida saudável 'foi identificado como tendo um grande potencial para reduzir as desigualdades na saúde ao longo da vida. O objetivo deste estudo foi examinar
determinantes sociais de baixo peso ao nascer em um determinado grupo de nascimentos de base populacional da Austrália e considerar
implicações para a política de saúde e sistemas de saúde.
Há uma possibilidade no cuidado pré-natal para executar as desejadas intervenções preventivas direcionadas a  factores de risco potencialmente modificáveis para resultados maternos e infantis pobres. Desenvolver a base e a infra-estrutura da evidência necessárias para que os serviços pré-natais respondam eficazmente às circunstâncias sociais de vidas das mulheres é desejado a muito tempo."

Fonte: 
Brown SJ, JS Yelland, GA Sutherland, PA Baghurst, JS Robinson
BMC Public Health 2011, 11: 196 (30 de março de 2011)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Diabetes: glucagon pode ter papel crítico na cura do diabetes tipo 1, especulam cientistas em experimentos com cobaias

Pesquisadores americanos, da Vanderbilt University School of Medicine, mostraram em experimentos com ratos que a inativação do glucagon1 pode dispensar as injeções de insulina2 usadas por diabéticos tipo 1 para controle da doença.
Os pesquisadores fizeram um estudo com o objetivo de verificar se a ação do glucagon1, por ela mesma, causa as consequências letais da deficiência de insulina2 no organismo. Para isso trataram ratos com uma toxina para destruir as células beta das ilhotas3 pancreáticas (produtoras de insulina2), a STZ, em inglês β-cell toxin streptozotocin. O estudo será publicado na edição de fevereiro de 2011 do periódico Diabetes4.
Os ratos tratados com uma dose de STZ que maximizou a destruição das células beta pancreáticas apresentaram estado normal de saúde e estavam completamente protegidos das manifestações do diabetes4, diferente da esperada hiperglicemia5 que deveria ter aparecido.
Os autores especulam que a ação da insulina2 durante a absorção da glicose6 está dirigida, em sua maior parte, para superar as ações hepáticas do glucagon1. A insulina2 quase não teria ação em um fígado7 não exposto à ação do glucagon1, porque reagiria de maneira estável ao armazenamento da glicose6

Fonte:
NEWS.MED.BR, 2011. Diabetes: glucagon pode ter papel crítico na cura do diabetes tipo 1, especulam cientistas em experimentos com cobaias. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/170812/diabetes+glucagon+pode+ter+papel+cr.htm>. Acesso em: 3 fev. 2011.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Desconto na internet para clareamento dos dentes é ilegal

Sites de compra coletiva anunciam promoções para o serviço. Conselhos de odontologia podem punir os anunciantes.

As ofertas de clareamento dental em sites de compra coletiva estão na mira dos conselhos regionais de odontologia (CRO). “Elas são ilegais e ferem a ética da categoria”, afirma Joaquim Guilherme Vilanova Cerveira, presidente do CRO do Rio Grande do Sul.

Com o avanço repentino desta nova categoria de ofertas, as denúncias de irregularidade têm sido feitas em todo o País e já obrigaram os CROs de diversos estados a se manifestar. “Além do Rio Grande do Sul, tivemos esse problema nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Minas Gerais e Bahia”, diz Cerveira.

De acordo com a Lei 5.081/66, que regulamenta o exercício da odontologia, não é permitido ao dentista “anunciar preços e modalidades de pagamento.” Contudo, muitos sites de compra coletiva veiculam ofertas de até 90% sob o valor normalmente cobrado em consultório.

Outro problema, segundo Cerveira, é que os anúncios oferecem algo que nem sempre pode ser cumprido. “Existem restrições para o clareamento dental, nem todo mundo vai ter um bom resultado. Para aplicar algum procedimento, é preciso antes avaliar o histórico de saúde do paciente”, explica.

Existem ofertas de clareamento a laser - feito em consultório - e clareamento caseiro, que tem apenas acompanhamento do dentista. Cada procedimento tem suas vantagens e desvantagens. Segundo o CRO do Rio Grande do Sul, algumas ofertas chegam a ser mais ousadas e anunciam resultados impossíveis, como a garantia de ter os dentes clareados. “Isso é propaganda enganosa. Não há como garantir sem antes fazer uma avaliação do paciente”, afirma Cerveira.

Multas

O dentista que tiver um anúncio em site de compra coletiva flagrado está sujeito a punição. Segundo o CRO-RJ, a primeira denúncia implica em advertência, sendo que as seguintes podem gerar multas de té R$ 10 mil. Caso o profissional insista em fazer novos anúncios, ele pode ter o registro suspenso por 30 dias e até ser cassado.

“Estamos estudando com o Ministério Público uma forma de punir também os sites de compra coletiva. O serviço de um dentista não pode ser ofertado como o serviço de um restaurante. É contra a lei”, diz Cerveira.

O iG Saúde entrou em contato com um site de compra coletiva que estava oferecendo clareamento dental caseiro com 76,7% de desconto em sua página. Um dos responsáveis pelo site informou desconhecer qualquer lei que proibisse este tipo de atividade e acrescentou que irá verificar como proceder diante da situação.

Denúncia

A recomendação dos conselhos de odontologia é não comprar serviços ou produtos odontológicos em sites de compra coletiva. Caso encontre alguma oferta, ela pode ser denunciada por telefone ou por email para o conselho da região. A lista de todos está no site do Conselho Federal de Odontologia.
Fonte: IG
Clipping do Dia: 24/01/2011
Data de Veiculação: 21/01/2011

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

GnRH: risco de diabetes e doenças cardiovasculares em pacientes que recebem tratamento para o câncer de próstata, segundo informação do FDA

O Food and Drug Administration (FDA) informou que as bulas dos agonistas do GnRH (hormônio1 liberador de gonadotrofina) estão sendo atualizadas para descrever um aumento no risco de diabetes2 e certas doenças cardiovasculares3 em pacientes que estão em tratamento do câncer4 de próstata5 com estes medicamentos.
A orientação para a atualização das bulas é baseada na revisão de vários estudos sobre o tema, muitos dos quais relatam um risco baixo mas estatisticamente significativo de diabetes2 e doenças cardiovasculares3 em pacientes recebendo a medicação. Os médicos devem avaliar os riscos e benefícios do uso de tais drogas para tratar o câncer4 de próstata5.
Os pacientes em uso da medicação devem dosar periodicamente sua glicemia6 e monitorar sua hemoglobina7 glicosilada. Também devem ser avaliados para sinais8 e sintomas9 de doenças cardiovasculares3 e orientados adequadametne pela profissional que os acompanha.
Fonte: FDA         
          NEWS.MED.BR, 2011. GnRH: risco de diabetes e doenças cardiovasculares em pacientes que recebem tratamento para o câncer de próstata, segundo informação do FDA. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/169287/gnrh+risco+de+diabetes+e+doencas+ca.htm>. Acesso em: 20 jan. 2011.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Desconfie! Qualquer mancha no corpo pode ser Hanseníase.

Oque é Hanseníase?
É uma doença infecciosa causada por uma bactéria que atinge a pele e os nervos. Pode acarretar incapacidades físicas que evoluem para deformidades,

Quais são os sintomas da Hanseníase?
A doença começa com:
  • uma ou mais manchas na pele, de cor variada (esbranquiçada, avermelhada ou acastanhada);
  • manchas com perda de sensibilidade, pele seca e queda de pelos;
  • dor, sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e pernas;
  • nódulos (caroços) no corpo, avermelhados e dolorosos;
  • diminuição da força muscular das mãos, pés ou da face. Caso apresente um destes sintomas, procure uma unidade de saúde.

Como é transmitida?
Por meio das vias respiratórias (fala, espirro ou tosse), durante o convívio frequente ou prolongado com um doente não tratado. Ao tratar, o doente não transmite mais a doença para outras pessoas. Em casa ou no trabalho, não é necessário separar objetos como roupas, pratos, talheres ou copos. Os ambientes devem permanecer arejados e ventilados.

Qual é o tratamento para a doença?
O tratamento é supervisionado, isto é, o paciente toma a medicação diariamente e deve ir uma vez por mês a unidade de saúde. O medicamento é fornecido gratuitamente e o tratamento tem duração de 06 a 12 meses, dependendo da gravidade da doença. Quando tratada no início, a Hanseníase não causa incapacidade e deformidades.

Como se prevenir?
Pessoas que tiveram convívio frequente e prolongado com o doente devem procurar uma unidade de saúde para serem examinadas e também receber esclarecimentos sobre os sinais e sintomas da doença.

Informe-se: ligue 156 ou acesse www.prefeitura.sp.gov.br/covisa

fonte: COVISA (Coordenação de |Vigilancia em Saúde), SUS (Sistema Único de Saúde) e Prefeitura de São Paulo - Saúde. 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Em 2011 vamos sorrir a vontade

Quais seriam as promessas para o novo ano que se aproxima? Ou talvez sejam desejos, perspectivas, sonhos, qualquer nuance de felicidade. A verdade é que as nossas escolhas influenciam fortemente os caminhos de nossa vida, assim venho convidar você para fazer escolhas saudáveis. Alimentação, exercícios físicos, redução de fatores de risco como tabaco e álcool, e cuidados com o corpo como manter uma boa higiene bucal. A saúde dos dentes, gengivas, estruturas ósseas e músculos garantem o bom funcionamento de todo aparelho digestivo, lembrando que a boca é a estrutura que inicia este sistema. Visite  sua dentista a cada 06 meses, desta forma qualquer doença  oportunista pode ser rapidamente detectada, tratada e principalmente prevenida. Outro exame fundamental é a  prevenção do câncer bucal. Lembre-se: este deve ser realizado periodicamente. Peça a sua dentista para te ensinar o auto-exame.
Desejo a você um Ano Novo com muita paz, amor, felicidade prosperidade, perseverança, e amor. Aproveite e coloque como meta o cuidado com a sua saúde, e sorria à vontade em 2011.
Dra Erika S Mello    

domingo, 21 de novembro de 2010

Saiba os cuidados necessários na hora de usar as escovas eletricas

Cerdas inadequadas podem causar danos à gengiva e desgaste no esmalte do dente.

As escovas elétricas foram criadas para facilitar a escovação, principalmente daqueles que possuem dificuldades de coordenação motora. Entretanto, essa escova não é suficiente para manter a higiente total da boca.

Geralmente, as crianças e os idosos, que possuem limitações motoras, podem optar por escovas de dentes elétricas. Essas escovas facilitam a higiene bucal nesses casos especificados, uma vez que vibram e rodam as cerdas, desorganizando a placa bacteriana. Porém, a higiene será deficiente se a escova elétrica não for posicionada adequadamente sobre dentes, língua e gengivas e não permanecer o tempo adequado para a remoção das bactérias.

Segundo a mestre em cariologia e especialista em periodontia Maristela Lobo, o que de fato importa é a eficiência na remoção da placa bacteriana, que adere à superfície dos dentes, gengivas e língua, independentemente da escova dental utilizada. Cabe ao dentista aconselhar o seu paciente sobre qual é a melhor escova para alcançar esse objetivo sem provocar prejuízos à saúde dos tecidos bucais.

Existem escovas que podem atingir a velocidade de até 6,8 mil oscilações, entretanto, o que pode causar danos à gengiva e ao esmalte dos dentes, segundo a especialista, são as cerdas duras e o excesso de força aplicada durante a escovação. Por isso, o ideal é optar por escovas que possuem uma boa tecnologia de cerdas: grande quantidade de tufos, extremidades arredondadas, maciez e durabilidade.

É necessário ficar atento também ao prazo de validade da escova, que geralmente dura no máximo dois meses. No entanto, essa durabilidade pode variar entre os usuários, e a escova deverá ser trocada no momento em que a cerda estiver começando a se deformar.

— Para alguns, isso pode acontecer na primeira semana e sinaliza o excesso de pressão aplicada durante a escovação de seus dentes — alerta a especialista.

— A escovação traumática pode resultar na abrasão do esmalte e na exposição da dentina (parte enervada do dente), gerando dor e desconforto do paciente diante de um estímulo físico, como o frio e o contato com os alimentos doces, por exemplo — alerta a Dra. Maristela Lobo.

Por esse motivo, devemos nos atentar para a forma como escovamos nossos dentes e procurar orientações mais específicas, dadas por um especialista.
Fonte: Bem Estar CROSP
Clipping do Dia: 19/11/2010
Data de Veiculação: 18/11/2010

domingo, 7 de novembro de 2010

Convivendo com o Diabetes

Você gostaria de aprender de maneira simples e clara sobre diabetes? Então convido você para assistir comigo este vídeo explicativo com o Professor Firmino, uma animação clara e objetiva criada pela empresa Pfizer. É só clicar no link abaixo, convide as crianças para assistir:

 http://www.youtube.com/watch?v=Ot3b1aM7ZCU

domingo, 24 de outubro de 2010

Curso para cuidadores de pacientes

O Icesp acaba de lançar um curso online voltado principalmente aos familiares que cuidam de pacientes com câncer em casa.  Batizado de Curso Básico sobre Câncer, as aulas são gratuitas. Basta acessar o site da instituição (www.icesp.org.br).

A iniciativa, pioneira no Brasil, é fruto de uma parceria entre a União Internacional Contra o Câncer, entidade que desenvolveu todo o projeto do curso e a Faculdade de Medicina da USP. O Icesp ficou responsável pela tradução dos módulos para o português.

O programa educacional aborda as principais temáticas relacionadas à doença, desde o desenvolvimento, passando pelo diagnóstico e tratamento, com aulas que visam promover a compreensão de aspectos fundamentais sobre o câncer, integrando os aspectos biológicos, psicológicos, sociais e éticos.

Dividido em quatro módulos (“como o câncer se desenvolve”, “como o câncer é tratado”, “controlando os sintomas”; e “o câncer como uma doença crônica”), o curso tem duração de quase oito horas. Ao final de cada etapa, mediante a realização de uma avaliação, o participante recebe um certificado. O material também está disponível para estudantes e profissionais da área da saúde.

O modelo de educação à distância permite que o participante faça o curso da maneira que for mais conveniente para sua rotina. O processo pode ser interrompido a qualquer momento e retomado a partir do ponto em que foi parado.

“Considerando que o câncer é a segunda doença de maior incidência no Brasil, torna-se muito importante dar subsídios para que os cuidadores entendam melhor os processos relacionados à enfermidade. Entendemos por cuidadores não apenas profissionais da saúde, mas principalmente familiares e demais pessoas próximas dos pacientes diagnosticados com a doença”, afirma o coordenador do projeto, Roger Chammas.

O curso pode ser instalado, gratuitamente, a partir do link www.icesp.org.br/Ensino-e-Pesquisa/Educacao/UICC---Cursó-basico-sobre-Cancer/.

Fonte:
http://www.icesp.org.br/Sala-de-Imprensa/Noticias/712/Curso-para-cuidadores-de-pacientes

domingo, 17 de outubro de 2010

Descoberto novo mecanismo que controla a pressão arterial, segundo estudo publicado na revista Nature

Após 20 anos de pesquisas, cientistas da Universidade de Cambridge descobriram um mecanismo que participa dos estágios iniciais do processo que controla a pressão arterial. Os achados, publicados na revista Nature, têm implicações significativas para o tratamento da pré-eclâmpsia1 e da hipertensão arterial2 em geral.
A pressão arterial é controlada por hormônios chamados angiotensinas, os quais causam constrição dos vasos sanguíneos. Estes hormônios são liberados pelo angiotensinogênio (proteína que faz parte do sistema renina angiotensina aldosterona, substrato da enzima3 renina). Até o momento, não estava entendido como isso ocorria.
O Dr. Aiwu Zhou, fellow da British Heart Foundation (BHF) na Universidade de Cambridge, foi quem fez a descoberta e disse que, apesar do foco inicial do estudo ter sido a pré-eclâmpsia1, a pesquisa abre novas possibilidades para descobertas futuras sobre as causas da hipertensão arterial2 em geral.
Os pesquisadores usaram um feixe de raio X extremamente intenso produzido pelo Diamond Light Source, um acelerador de partículas britânico. Desta forma, puderam explicar a estrutura do angiotensinogênio. Os resultados revelaram que a proteína se oxida e muda de forma para permitir acesso direto da enzima3 renina ao angiotensinogênio. A renina altera a forma final da proteína para liberar a angiotensina, a qual aumenta a pressão arterial.
Estes resultados laboratoriais foram levados a uma clínica, na Universidade de Nottingham, onde a equipe mostrou que o montante oxidado, portanto mais ativo do angiotensinogênio, estava aumentado em mulheres com pré-eclâmpsia1.
O professor Robin Carrell, da Universidade de Cambridge, que liderou o projeto, explicou que durante a gravidez4 mudanças oxidativas podem ocorrer na placenta. Estas mudanças podem estimular a “descarga” de angiotensina e podem estar relacionadas ao aumento da pressão arterial. A liberação da angiotensina leva ao aumento da pressão sanguínea, podendo elevar-se quando a circulação5 na placenta reajusta as exigências de oxigênio para o feto em crescimento, com o fornecimento de oxigênio à placenta da mãe.
Os medicamentos usados para tratar a hipertensão arterial2, como os inibidores da enzima3 conversora angiotensina (IECA), focam nos estágios finais do mecanismo de controle da pressão arterial. Os resultados deste estudo ajudam a entender os mecanismo iniciais deste processo e podem levar à descoberta de novos medicamentos para o controle da pressão alta.
Fontes:
University of Cambridge
Nature - publicação online de 6 de outubro de 2010
http://www.news.med.br/p/descoberto+novo+mecanismo+que+contr-90747.html